27 de ago de 2010

VIDA QUE DÓI, DRINK COWBOY


Doeu a vida nos ossos quando o tempo fechou e Gainsbourg cantava “manon”. O frio quando vem de dentro não há casaco que o amacie. Tive que beber um trago curto e forte.


Vida que dói, vida cowboy.


E lembrei o choro lindo e sincero dela, choro de ontem, ao telefone, e a nossa interminável troca de delicadezas pós-massacre amoroso, como nas peças de Sheppard, motelzinho de beira de estrada e o desânimo dos amantes no espelho quebrado a tiros de 38 e lágrimas.


Uma mulher em soluços faz a terra tremer mil vezes e um coração derreter suas futuras safenas sem lastro e concreto. O tempo fechou, aqueles minutos de desamparo do lusco-fusco nos olhos, como se nada tivesse adiante da neblina, nem mais as curvas perigosas do corpo da rapariga.


Capotei meu coração, como diz o sábio pára-choque, em manhãs, phodas de ladinho & abismo de rosas.




Jolly Boys ensina...

4 comentários:

Vitor Fabrício Machado Souza disse...

Parabéns!!! belo texto, foto excitante...ótima música...
muito bom

andré disse...

Bem loko!!!

Milla disse...

O que seria de nós sem a sensibilidade? O choro afaga o coração e alivia o espírito. Choro sempre que posso e muito!

Mariza disse...

Cheguei!Saí de lá e vim para cá. Sensacional o vídeo, a banda , o texto . E a Amy Winehouse é uma Jolly Girl.